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A casa de recuperação de drogados da cidade de Mucuri, denominada de “Projeto Libertar”, fica situada numa área rural de Juca Andrade lembra que no local os jovens vivem à vontade e só vão embora quem quiser e a hora que quiser. Mas destaca que a disciplina do local é rígida, todos possuem afazeres domésticos, trabalham na horta do projeto, no cultivo de hotifrutigrajeiros, se divertem, tem atividades esportivas todos os dias e religiosas quatro vezes ao dia. O Projeto Libertar nasceu em março de 2009, e vive até hoje de doações sociais e até a área rural que funciona a Casa de Recuperação de Drogados, tem o seu aluguel pago por meio de quantias arrecadadas de doações.
O nosso projeto funciona com base nos princípios da família, da religião e do diálogo. Já até tivemos caso de paciente que fugiu, mas que voltou com as suas próprias pernas e terminou de cumprir seu tratamento e hoje vive na paz da família. Outros que se trataram aqui e voltaram para contribuir com outros jovens que querem deixar as drogas. O nosso tratamento dura 9 meses, e o nosso grande orgulho, é que mesmo com as dificuldades que passamos, muita das vezes trabalhamos com ajuda dos próprios familiares dos internos e este grande esforço tem nos brindado com o aproveitamento de 100% dos pacientes. Agora mesmo estamos precisando fazer algumas adequações do prédio da casa que serve de abrigo dos dependentes químicos em tratamento, mas está faltando material de construção e mão de obra para concluir a ampliação, que uma vez concluída vamos poder também conseguir benefícios do estado e do governo federal para manter nosso projeto que tem salvado dezenas vidas nesses quase 2 anos”, ressaltou Juca Andrade, que mantém o projeto por legítima força de vontade pessoal.
O adolescente Edvan, 17 anos, é da cidade de Itamaraju e está no Projeto Libertar em Mucuri, há 6 meses e comemora a sua vitória de ter deixado as drogas e disse que quer rasgar o seu passado de menor infrator com mais de 10 passagens na polícia por furtos para matar seu vicio. Já saiu do centro para visitar seus pais em Itamaraju por três vezes, e tão logo a visita de fim de semana ele retornou ao ambiente para continuar o tratamento.
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